History of Spanish and Portuguese Literature (Vol 2 of 2)Bouterwek, Friedrich
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History of Spanish and Portuguese Literature (Vol 2 of 2)
Bouterwek, Friedrich
Portuguese literature -- History and criticism; Spanish literature -- History and criticism
_Cant. IV._ 28. _&c._
[156] Canto IV. Estancia 69, &c.
[157] Canto IV. est. 90, &c.
[158] The old man exclaims:--
Oh gloria de mandar! Oh vaã cobiça
Desta vaidade, a quem chamamos fama!
Oh fraudulento gusto, que se atiça
Co’ huma aura popular, que honra se chama!
Que castigo tamanho, e que justiça
Faces no peito vaõ que muito te ama!
Que mortes! Que perigos! Que tormentas!
Que crueldades nelles exprimentas!
Dura inquietaçaõ da alma, e da vida;
Fonte de desamparos, e adulterios;
Sagaz consumidora conhecida
De fazendas, de Reinos, e de Imperios,
Chamam-te illustre, chamam-te subida,
Sendo digna de infames vituperios:
Chamam-te fama, e gloria soberana;
Nomes com quem se o povo nescio engana.
_Cant. IV._ 95.
[159] This passage is one of the most celebrated in the Lusiad. It
commences with the following stanzas:--
Naõ acabava, quando huma figura
Se nos mostra no ar, robusta, e válida;
De disforme e grandissima estatura,
O rosto carregado, a barba esquálida:
Os olhos encovados, e a postura
Medonha, e má, e o cor terrena, e pálida,
Cheos de terra, e crespos os cabellos,
A boca negra, os dentes amarellos.
Taõ grande era de membros, que bem posso
Certificar-te, que este era o segundo
De Rhodes estranhissimo Colosso,
Que hum dos sete milagres foi do Mundo:
Co’hum tom de voz nos falla horrendo, e grosso,
Que pareceo sahir do mar profundo:
Arrepiam-se as carnes, e o cabello,
A mi, e a todos, só de ouvi-lo, e vello.
But a stanza still more admired, is that in which the gigantic spirit
describes his rage on discovering that he was embracing a rock, while
he fancied he held in his arms the goddess of whom he was enamoured:--
Oh, que naõ sei de noja como o conte!
Que crendo ter nos braços quem amava,
Abraçando me achei co hum duro monte
De aspero mato e de espessura brava.
Estando co’hum penedo fronte a fronte,
Que eu per o rosto angelico apertava,
Naõ fiquei homem, naõ, mas mundo e quedo,
E junto a hum penedo, outro penedo.
_Canto V._
[160] Canto V. Estancia 35.--The recollection of this merry shipmate
seems to have been preserved among Portuguese seamen, from Vasco da
Gama’s time down to the age of Camoens.
[161]
Entrava neste tempo e eterno lume
No animal Nemeo truculento,
E o mundo, que co o tempo se consume
Na sexta idade andava inferno e lento;
Nella vè, como tinha per costume,
Cursos do Sol catorze veces cento,
Com mais noventa e sete, en que corria,
Quando no mar a armada se estendia.
_Canto V. Est. 2._
[162]
Public-domain text, read in full here on John Shaqi.
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