Brazil, the land of rubber : $b At the third international rubber and allied trades exhibition, New York, 1912Brazil. Commissão, Exposição internacioncal de borracha de New York, 1912
History
Brazil, the land of rubber : $b At the third international rubber and allied trades exhibition, New York, 1912
Brazil. Commissão, Exposição internacioncal de borracha de New York, 1912
Rubber -- Exhibitions; Rubber industry and trade -- Brazil
As ruinas d’estes paredões e das escarpas contribuiram tambem para mudar
a phisionomia da paysagem. Os escombros, apanhados e arrastados pelos
rios, foram revestir de camadas novas o solo, e muitas saliencias de
pedras desappareceram debaixo dos restos esmigalhados das montanhas e
outras não mostram senão as pontas por cima doz terrenos de formação mais
recente. Massiços que se prendiam aos planaltos e ás cadeias do interior
estão agora separados d’ellas, porque suas bases se acham soterradas e
elles emergem abruptamente do solo. Estes picos distinctos aos quaes se
deu o nome de =itambés=, erigem seus cabeços por cima dum mar de arvores
comparaveis a gigantescos edificios erguidos pela mão do homem. A Leste
da parte meridional de Matto-Grosso, elles enfileiramse e agrupam-se em
archipelagos, depois cada vez mais altos e menos numerosos, á proporção
que se caminha para Oeste, ou completamente solitarios no circulo do
horizonte, apparecem até nas margens do rio Paraguay e ainda do outro
lado do mesmo.
O alto Guaporé, Itenez dos Bolivianos, posto que comprehendido na bacia
do immenso Amazonas, como affluente do Madeira pelo Mamoré, pertence
especialmente ao Estado de Matto-Grosso, pois que a cidade d’este nome
foi fundada nas suas margens e quasi toda a população de Estado se
accumulou na depressão, cuja metade occidental este rio percorre. Sua
principal nascente, muito ferruginosa, desponta n’uma grota junto á borda
do Araxá, e corre primeiro na direcção do Sul, parallellamente a outros
rios que descem para o Paraguay; mas ao deixar as ultimas collinas o
ribeirão curva-se para Oeste, depois para Noroeste e já engrossado por
numerosos affluentes atravessa a planicie, em que está a cidade que se
chamou na sua fundação Villa-Bella e hoje se denomina Matto-Grosso.
O Paraguay é um dos rios mais notaveis da Terra como via de navegação,
segundo affirma Elysée Reclus; poucos têm um declive mais suave e fraco
proporcionalmente a sua extensão. Affirma Castelnau que elle nasce na
altitude de 305 metros; nos lugares onde as aguas tranquillas deslizam
lentamente para o mar, a altitude dos campos é apenas de 200 metros, e
a partir de um ponto situado a quatro mil kilometros do mar, o declive
é apenas de cinco centimetros. D’este modo, vapores de pequeno calado
podem subir livremente até os confins do Brasil, muito ao Norte das duas
Republicas da Argentina e Paraguay e chegar á base do planalto pelo rio
principal e pelos seus affluentes, Jaurú, Sepotuba, Cuyabá, S. Lourenço
e Taquary. O Paraguay apresenta ainda um phenomeno notavel, que é o do
cruzamento de suas nascentes com as dos affluentes do Rio Amazonas.
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