History of Spanish and Portuguese Literature (Vol 2 of 2)Bouterwek, Friedrich
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History of Spanish and Portuguese Literature (Vol 2 of 2)
Bouterwek, Friedrich
Portuguese literature -- History and criticism; Spanish literature -- History and criticism
Quando Amor nasceo,
Nasceo ao Mundo vida,
Claros rayos ao Sol, luz ás estrellas.
O Ceo resplandeceo,
E de sua luz vencida
A escuridaõ mostrou as cousas bellas.
Aquella, que subida
Está na terceira esphéra,
Do bravo mar nascida
Amor ao Mundo dá, doce amor géra.
Por amor s’orna a terra
D’agoas, e de verdura,
As arvores dá folhas, cor ás flores.
Em doce paz a guerra,
A dureza em brandura.
E mil odios converte em mil amores.
Quantas vidas a dura
Morte desfaz, renova:
A fermosa pintura
Do Mundo, Amor a tem inteira, e nova.
[131] A passage from this scene may be transcribed here:--
_Rey._ Tristes foram teus fados, Dona Ines,
Triste ventura a tua.
_Cast._ Antes ditosa
Senhor, pois que me vejo antes teus olhos
Em tempo tam estreito: poem-nos hora,
Como nos outros soes, nesta coitada.
Enche-os de piedade com justiça.
Vens-me, Senhor, matar? porque me matas?
_Rey._ Teus peccados te matam: cuida nelles.
_Cast._ Peccados meus! ao menas contra ti
Nenhum, meu Rey, me accusa. Contra Deos
Me podem accusar muitos: mas elle ouve
As vozes d’alma triste, em que lhe pede
Piedade. O Deos justo, Deos benigno,
Que naõ mata, podendo com justiça,
Mas dá tempo de vida, e espera tempo
Só pero perdoar: assi o fazes,
Assi o fizeste sempre: pois naõ mudes
Agora contra mim teu bom costuma.
_Act IV._
[132]
N’huma maõ livros, n’outra ferro e aço,
N’huma maõ sempre a espada, n’outra a pena, &c.
[133] The allusion to this event occurs in the tenth canto of the
Lusiad, in which the goddess Thetis from the summit of a hill, points
out to Vasco de Gama the theatre of the future conquests of the
Portuguese. Thetis says, pointing to the coast of Camboya, but without
naming Camoens:--
Este recevera placido e brando
No seu regaço os Cantos, que molhados
Vem de naufragia triste e miserando,
Dos procellosos baixos escapados.
[134] Barbosa Machado, in his dictionary says of Camoens:--
Salvou se em huma taboa com o seu divino poema, imitando a Julio Cesar,
que no porto de Alexandria em huma maõ levava la espada e em a outra os
seus commentarios.
In order to render the miracle perfect in analogy, Dieze in his
appendix to Velasquez, has applied to Camoens these last words in which
Machado refers exclusively to Cæsar. Inadvertencies of this sort must
be expected occasionally to occur in the history of literature.
Public-domain text, read in full here on John Shaqi.
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