History of Spanish and Portuguese Literature (Vol 2 of 2)Bouterwek, Friedrich
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History of Spanish and Portuguese Literature (Vol 2 of 2)
Bouterwek, Friedrich
Portuguese literature -- History and criticism; Spanish literature -- History and criticism
Apareça a Rezaõ fermosos e bella,
Criada em nossos peitos! Ah, que amores
Nos nasceram tam vivos logo dellos!
Cairan os perigos e os temores,
O campo livre, o ceo claro e sereno
Veremos sem trabalhos e sem dores.
_Livr. I. Carta 7._
[125] For instance in an epistle to Andrade Caminha, which begins in
the following manner:--
Deste meu peito saõ em teu saõ peito
Candidissimo Andrade, vaõ seguras
Minhas palavras chãs, meu nú conceito.
Ivos daqui fingidas, ivos duras
Linguas e condiçoes: pura clareza
Saya de claros peitos, e almas puras.
Riome, bom amigo, da estreiteza
D’alguns curtos amigos, e da ousada
D’outros livres errada, e vam largueza.
Seja a amizade facil, confiada
Doce, aprazivel, branda; mas honesta,
Mas de sam liberdade acompanhada.
[126] This is exemplified in the epistle to his tutor Diogo de Teive.
It commences thus:--
Prometti-te, meu Teive, á tua partida
Mil prosas, e mil versos; e em mil mezes
Huma carta té outra teras lida.
Naõ sohiam mentir os Portuguezes.
Entrou novo costume, e he ley antiga
Romano en Roma, Francez cos Francezes.
Quem queres que por força cá naõ siga
A ley de terra? e mais tam bem guardada
Dos que em mal nosso tem a fortuna amiga?
Seja com tanto honrado desculpada
Minha mentira: a sam nossa amizade
Nunca esquecida foy, nunca mudada.
Mas entaõ chea, em tam grã Cidade,
Onde o sprito e a vista leva a gente,
Quem póde ser senhor da sua vontade?
Mora hum lá fóra alem do grã Vicente,
Outro cá na Esperanças e ey de vér ambos,
Foge inda o dia ao muito diligente.
Pelas ruas mil cambos, mil recambos,
Cargas vem, cargas vaõ, mil mós, mil traves,
Hum arranca, outra foge, e encontro entrãbos.
_Livr. II. Carta 8._
[127] The following is one of the best.
Forjava em Lemno com destreza e arte
Setas a Amor de Venus o marido:
A branda Venus lhe poem mel d’huma parte,
Mas d’outra parte lhe poem fel Cupido.
Entrou brandindo o grossa lança Marte,
Rio-se das setas. Queres ser ferido
D’huma? (Amor diz) próva hora se te praz.
Ferio-o; rio-se Venus: Marte jaz.
[128]
Foy o cruel Pagaõ e monstruoso
(Segundo aquellos gentes fama daõ)
Grande, membrado, _e como usso velloso_,
_E huma orelha de Asno, outra de caõ_.
[129] See History of Spanish Literature, p. 296.
[130] The following are the two first stanzas:--
Public-domain text, read in full here on John Shaqi.
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