History of Spanish and Portuguese Literature (Vol 2 of 2)Bouterwek, Friedrich
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History of Spanish and Portuguese Literature (Vol 2 of 2)
Bouterwek, Friedrich
Portuguese literature -- History and criticism; Spanish literature -- History and criticism
[303] There is only sufficient space for a short specimen of this
prattling nonsense:--
Leva de amor privilegios
E de Diana licenças
Para castigo de brutos,
Para encanto de bellezas.
Contra as bellezas dos bosques,
E os moradores das penhas
Dos olhos fulmina rayos,
E das maõs despede settas.
Lastima, e horror a hum tempo
Monte, e valle representa,
Naquelle gemendo brutos,
Neste suspirando Deosas; &c.
[304] Even this sonnet is inserted in the _Fenix renascida_ as a sample
of excellence:--
Naõ viste, ó Licio, o ar de horror vestido
Arrastar negras sombras enlutado?
Melancolico o Ceo como enfiado
No regaço da noite adormecido?
Naõ viste, que de luz destituido
Deo ao orbe celeste esse cuidado
O Sol, paludamente agonizado,
De opposiçaõ maligna comprehendido?
Pois agora verás no mal presente
Pela morte de Filis toda a esfera
Padecer alta dor, grave accidente.
Que se em fim nesta ordem, que se altera,
Por hum Sol eclipsado isto se sente
Por hum Sol já defunto que se espera?
[305] The collection is entitled, _Parnasso Lusitano de divinos e
humanos versos_, Lisb. 1733, in two vols. octavo. Several of Violante
do Ceo’s poems, both Portuguese and Spanish, particularly sonnets, are
included in the first volume of the _Fenix renascida_.
[306] The whole sonnet is here subjoined. Were it not for the celebrity
of the authoress, it would scarcely be worth while to augment this
collection of examples by such a specimen:--
Musas, que no jardim do Rey do dia
Soltando a doce voz, prendeis o vento:
Deidades, que admirando o pensamento
As flores augmentais, que Apollo cria;
Deixay, deixay do Sol a companhia,
Que fazendo invejoso o Firmamento
Huma Lua, que he Sol, e que he portento,
Hum jardim vos fabrica de harmonia.
E porque naõ cuideis que tal ventura
Póde pagar tributo á variedade
Pelo que tem de Lua a luz mais pura:
Sabey que por mercé da divinidade,
Este jardim canoro se assegura
Com o muro immortal da eternidade.
[307]
Si fue _para tal Sol_ el mundo Occaso,
Tambien es _de tal Sol_ el ciel Oriente.
[308]
Tu que Arraes deves ser da vital barca
Que navega no mar do mal tyranno,
Novo Galeno, Apollo Lusitano,
Medico em fim do Portuguez Monarca.
[309] The following is a patriotic sonnet in question and answer.
Violante do Ceo could not easily have paid a more affected compliment
to King John IV.
Public-domain text, read in full here on John Shaqi.
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