History of Spanish and Portuguese Literature (Vol 2 of 2)Bouterwek, Friedrich
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History of Spanish and Portuguese Literature (Vol 2 of 2)
Bouterwek, Friedrich
Portuguese literature -- History and criticism; Spanish literature -- History and criticism
[332] Escreverei a vida de Dom Joaõ de Castro, varaõ ainda mayor que
seu nome, mayor que suas victorias; cujas noticias saõ hoje no Oriente,
de pays a filhos, hum livro successivo, conservandose a fama de suas
obras sempre viva; et nòs ajudaremos o pregaõ universal de sua gloria
cõ este pequeno brádo: porque duraõ as memorias menos nas tradiçoens,
que nos escritos.
[333] One passage must be quoted as a specimen of Portuguese classical
prose: it relates to the conquest of an Indian garrison.
Entràraõ os nossos de envolta com os Mouros a Cidade, onde os
miseraveis se detinhaõ presos do amor, et lagrimas das mulheres, et
filhos, que acompanhavaõ ja com piedade inutil, mais como testimanhas
de seu sangue, que defensores d’elle; taes houve, que abraçadas com
os maridos se deixavaõ trespassar de nossas lanças, inventando os
miseraveis nova dor, como remedio novo; dos nossos soldados, huns as
roubavaõ, outras as defendiaõ; quaes seguiaõ os affectos do tempo, que
os da natureza. Algumas d’estas mulheres com desesperado amor se metiaõ
por entre as esquadras armadas a buscar os seus mortos, mostrando animo
para perder as vidas; lastimosas nas feridas alheas, sem lastima nas
suas.
[334] The following is the commencement of a speech of Coge Cofar to
the Turkish soldiers, who had followed him to India.
Companheiros, et amigos, nam vos ensinarey a temer, nem a desprezar
esses poucos Portugueses, que d’entro d’aquelles muros estais vendo
encerrados, porque nã chegaõ a ser mais que homens, inda que saõ
soldados. Em todo o Oriente atègora os acompanhou, ou servio a fortuna,
et a fama das primeiras victorias lhes facilitou as outras. Com hum
limitado poder fazem guerra ao mundo, nam podendo naturalmente durar
hum Imperio sem forças, sustentado na opiniaõ, ou fraqueza dos que lhes
saõ sugeitos. Apenas tem quinhentos homens naquella fortaleza, os mais
d’elles soldados de presidio, que sempre custumaõ ser os pobres, ou os
inuteis; por terra naõ podem ter soccorro, os do màr lhes tem cerrado o
inverno.
[335] A good account of the mode in which the Portuguese language was
disfigured by the introduction of French words and phrases, may be
found in the fourth volume of the _Memorias de Litteratura Portugueza_,
(Lisb. 1793,) in a treatise by Antonio de Naves Pereira, on the
language of the best Portuguese writers of the sixteenth century.
These _Memorias_ must, in the course of the present work, be more
particularly noticed.
[336] Even a learned Portuguese, well acquainted with the literature
of his country, of whom I made enquiries respecting the fate of the
_Academia Portugueza_, could give me no further information than that
the institution was no longer in existence.
Public-domain text, read in full here on John Shaqi.
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