History of Spanish and Portuguese Literature (Vol 2 of 2)Bouterwek, Friedrich
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History of Spanish and Portuguese Literature (Vol 2 of 2)
Bouterwek, Friedrich
Portuguese literature -- History and criticism; Spanish literature -- History and criticism
Acompanhavaõ na mesma quinta duas primas, et huma irmã à fermosa
Isabel, belleza tam adorada nos curtos limites de Villa Franca, como
applaudida nas melhores escolas de Lisboa: contava _vinte Primaveras,
tam filhas de seu rosto, que segundo os numerava por flores, parece,
que tirava os annos das faces_; entendimento sem aquelles estrondos
que levando as mulheres a cõpositoras, lhe estragaõ o patrimonio de
sezudas: vicio introduzido em as Damas, que se passaõ da almofada à
escola, et do estrado à academia: como se natureza se deixasse vencer
da industria, ou como se no governo de hum recato, naõ tivera harto
que fazer hum entendimento. Era Isabel sezuda sem as affectaçoens de
soberba; retirada sem os melindres de presumida; &c.
[329] The discourse is not satirical, and notwithstanding the trivial
nature of the subject, it recommends itself by style and diction. It
commences thus:--
Nam ha mais dificil palestra que o do entendimento.
Nos encontros de Marte, se he varonil o animo, sempre sahe victorioso o
pulso:--nas contendas de Minerva, inda quando he claro o entendimento,
se nevoa tal vez o discurso. Naquelles atè com as cegueiras triunfa
a colera; nestas, inda com as perspicacias desatina a agudeza. Nunca
pasmou o animo o Alexandre no mais subito assalto do inimigo, et
suspendeo-se à vista do enlaçado labyrinto, que se lhe offereceo no
templo; porque o primeiro pertencia ao braço, o segundo ao engenho.
Monarca era Alexandre, naõ menos entendido, que valeroso, et para que
se visse quanto mais difficuldades encontrava o juizo, que o valor,
antes se resolveo a romper em huma temeridade, que a aconselhar huma
resolução. Cortou he huma golpe o difficultoso laço: acabou a espada, o
que temeo a agudeza.
[330] To the honour of Portugal this book has been frequently
reprinted. Its title is simply as follows:--_Vida de Dom Joaõ de
Castro, quarto Viso-Rey da India, por Jacinto Freire de Andrada_.
Barbaso Machado’s catalogue states that the first edition appeared in
folio in the year 1651. A neat pocket edition in octavo was published
by a Lisbon bookseller in Paris in the year 1759. The work was
translated into English in the seventeenth century by Henry Herringman,
and shortly afterwards a latin translation was executed by the Italian
Jesuit Del Rosso, who in reference to Andrada’s historical style,
not injudiciously observes: _Elegantiam sectatur, sed non ieiunam;
acumen, sed minime illiberale_. To men of education, wishing to learn
the Portuguese language, there is no book that I would more strongly
recommend than this excellent biography.
[331] The following are his own words:--
Outros queriam que me valesse do estrepito de vozes novas, a que
chamam Cultura, deixando a estrada limpa, por caminhos fragosos, et
trocando com estimaçam pueril, o que he melhor, pelo que mais se usa.
Mas como _nam determiney lisongear a gostos estragados_, quiz antes
com a singeleza da verdade servir ao applauso dos melhores, que à fama
popular, et errada.
Public-domain text, read in full here on John Shaqi.
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