History of Spanish and Portuguese Literature (Vol 2 of 2)Bouterwek, Friedrich
History
History of Spanish and Portuguese Literature (Vol 2 of 2)
Bouterwek, Friedrich
Portuguese literature -- History and criticism; Spanish literature -- History and criticism
[375] _Lusitania transformada, por F. Alvares do Oriente._ Lisb. 1781.
[376] _Gaticanea, &c. por J. J. de Carvalho._ Lisb. 1781.
[377] _Obras poeticas de Pedro Antonio Correa Garçaõ._ Lisb. 1778, in
8vo. Some of the poems in this collection seem to have been written
about the middle of the eighteenth century. I have not been able to
gather any particulars respecting the life of Garçaõ.
[378] For example, in the Ode to Winter, which begins thus:--
Vê, Silvio, como sacondido o Inverno
As negras azas, sólta a grossa chuva!
Cobre os outeiros das erguidas serras
Humida nevoa.
Na longa costa brada o mar irado
Sobre os cachopos; borbotões de espuma
Erguem as ondas; as crueis cabeças
Nágoa negrejaõ.
O frio Noto, rigido soprando
Dobra os ulmeiros, os curraes derruba:
E o gado junto, pavido balando
Une os focinhos.
[379] The following passage will afford a specimen of this and also of
the didactic character of Garçaõ’s odes:--
Cobre a Virtude co’ as azas lubricas
O veloz tempo, logo que ao feretro
Cede o passo a Lisonja,
Rasgando a torpe mascara.
Com tardos passos calcando os tumulos
O Esquecimento, da maõ esqualida
Sólta as confusas cinzas,
Que espalha o vento rapido.
Mas eu ingrato, Silvio magnanimo,
Soffrer podia, que o canto melico
Esquecido deixasse
O teu nome magnifico?
[380] See page 126.
[381] It commences thus:--
_Strophe._
Naõ Arabico incenso, ouro luzente,
Nem pérolas do Ganges,
Naõ tenho que offrecer-vos reverente
Malhas, arnezes, punicos alfanges
Mas soberbas Phalanges
De almos Hymnos Dirceos, q’immortaes tecem
Mil croas á Virtude, me obedecem.
_Antistrophe._
Fuja o profano Vulgo, qual nos montes
O rebanho medroso
Quando vè fuzilar nos horizontes
O farpado corisco pavoroso,
Ouve o trovaõ ruidoso,
Correndo pelo valle se derrama,
E em seu balido o Pegureiro chama.
_Epodo._
Nos mansos ares vejo
Já sobre as azas luzidas pezados
Meus fogosos Etontes, que banhados.
No doce, flavo Téjo
Os freios de diamantes mastigavaõ
Quando as Ninfas de rosas os croavaõ.
[382] The commencement of this dythirambic deserves, on account of its
literary singularity, to be transcribed here:--
Os brilhantes trançados enastrando
Com verde mirto, com cheirosas flores,
Nos lindos olhos vivo rutilando
O doce lume
Do cego Nume,
Alvas donzellas
A quem vos ama,
Da crespa rama
Que Bassareu
Ao mundo deo,
Co’ as brancas maõs no cópo crystallino
Lançai ligeiras
Louro Falerno, rubido Sabino,
Eia, voai,
Deitai, deitai;
Gró gró, tá tá,
Que cheio está.
Ora brindemos
As gentis Graças, castos Amores:
No mar lancemos
Rixas, tristezas, mágoas, temores. &c.
Public-domain text, read in full here on John Shaqi.
Reviews
Reviews
No reviews yet
Be the first to share your thoughts on this work.
Elsewhere in the archive
Join the Discussion
Join the discussion
Sign in to leave a comment or review.
Sign InorCreate an account