History of Spanish and Portuguese Literature (Vol 2 of 2)Bouterwek, Friedrich
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History of Spanish and Portuguese Literature (Vol 2 of 2)
Bouterwek, Friedrich
Portuguese literature -- History and criticism; Spanish literature -- History and criticism
[363] For example, the poet says to his lyre, which he proposes to
abandon:--
Amei-te (eu o confesso)
E fosse noite, ou dia,
Já mais tua harmonia
Me viste abandonar.
Qualquer penozo excesso,
Que atormentasse esta alma;
A teu obzequio em calma
Eu pude serenar.
Ah! Quantas vezes, quantas
Do somno despertando,
Doce instrumento brando,
Te pude temperar!
Só tu (disse) me encantas;
Tu só, bello instrumento,
Tu es o meu alento
Tu o meu bem serás.
Vê, de meu fogo ardente,
Qual he o activo imperio:
Que em todo emisferio
Se attende respirar.
O coraçaõ que sente
Aquelle incendio antigo,
No mesmo mal, que sigo,
Todo o favor me dá.
[364] For example, in this passage:--
Sentado junto ao rio,
Me lembro, fiel Pastora,
Daquella feliz hora,
Que n’alma impressa está.
Que triste eu tinha estado,
Ao ver teu rosto irado!
Mas quando he, que tu viste
Hum triste
Respirar!
De Filis, de Lizarda
Aqui entre desvelos,
Me pede amantes zelos
A causa de meu mal.
Alegre o seu semblante
Se muda a cada instante:
Mas quando he, que tu viste
Hum triste
Respirar!
Aqui colhendo flores
Mimosa a Ninfa cara,
Hum ramo me prepara,
Talvez por me agradar:
Anarda alli se agasta;
Dalizo aqui se affasta:
Mas quando he, que tu viste
Hum triste
Respirar!
[365] The following, which is the shortest of Da Costa’s cantatas, may
be transcribed here, as a thing perfect in its kind:--
Naõ vejas, Nize amada,
A tua gentileza
No cristal dessa fonte. Ella le engana:
Pois retrata o suave,
E encobre o rigorozo. Os olhos bellos
Volta, volta a meu peito:
Verás, tyranna, em mil pedaços feito
Gemer hum coraçaõ: verás huma alma
Ancioza suspirar: verás hum rosto
Cheyo de pena, cheyo de desgosto.
Observa bem, contempla
Toda a mizera estampa. Retratada
Em hum copia viva
Verás distincta, e pura;
Nize cruel, a tua formosura.
Naõ te engane, ó bella Nize,
O cristal da fonte amena.
Que essa fonte he mui serena,
He muy brando esse cristal.
Se assim como vés teu rosto,
Viras, Nize, os seus effeitos,
Pode ser, que em nossos peitos
O tormento fosse igual.
[366] _Odes de Q. Horatio Flacco, &c._ Lisb. 1781.
[367] _Satyras de Sulpicia, &c._ Lisb. 1786.
[368] _Cartas de Ovidio, chamadas Heroides, &c._ Lisb. 1789.
[369] _Comedias de Terencio, &c._ Lisb. 1788.
[370] _Arminio, ou Alemanha Libertada, trad. de Aleman do Baron
Schönaich._ Lisb. 1791.
[371] _Lisboa reedificada, poema epico, por Miguel Mauricio Ramalho._
Lisb. 1784.
[372] _Satyras e Elegias, por Miguel do Couto Guerreiro._ Lisb. 1786.
[373] _Sonho, poema heroico, por Luis Rafael Soyé._ Lisb. 1786.
[374] _Triumpho da Innocencia, poema epico, por José Anastasio da
Costa._ Lisb. 1785.
Public-domain text, read in full here on John Shaqi.
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