History of Spanish and Portuguese Literature (Vol 2 of 2)Bouterwek, Friedrich
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History of Spanish and Portuguese Literature (Vol 2 of 2)
Bouterwek, Friedrich
Portuguese literature -- History and criticism; Spanish literature -- History and criticism
_Eurip._ Para que negas?
_Filen._ Eu! Naõ ha tal.
_Eurip._ Eu bem ouvia,
Que lhe dizias,
Que lhe querias,
E que morrias;
Tudo sei já.
_Filen._ Basta mãisinha
De consumir-me
Ai, ouça cá.
_Eurip._ Ai, guarda lá.
_Amb._ Naõ quer ouvir-me?
_Filen._ Ai, ouça cá.
_Eurip._ Ai, guarda lá.
[358] _Obras de Claudio Manoel da Costa, &c. Coimbra_ 1768, in 8vo.
The preface in which this amiable author unaffectedly communicates some
notices respecting himself, is a very instructive contribution to the
history of Portuguese poetry.
[359] The following may serve as a specimen of the modern style of the
Portuguese sonnet:--
Onde estou? Este sitio desconhêço:
Quem fez taõ differente aquelle prado!
Tudo outra natureza tem tomado;
E em contemplallo timido esmoreço.
Huma fonte aqui houve; eu naõ me esqueço
De estar a ella hum dia reclinado
Alli em valle hum monte esta mudado.
Quanto póde dos annos o progresso!
Arvores aqui vi taõ florescentes,
Que faziaõ perpetua a primavera:
Nem troncos vejo agora decadentes.
Eu me engano: a regiaõ esta naõ era.
Mas que venho a estranhar, se estaõ prezentes
Meus males, com que tudo degenera.
[360] For example:--
Nize? Nize? onde estás? Aonde espera
Achar-te huma alma, que por ti suspira:
Se quanto a vista se dilata, e gira,
Tanto mais de encontrar-te dezespera!
Ah se ao menos teu nome ouvir pudéra
Entre esta aura suave, que respira!
Nize, cuido, que diz; mas he mentira.
Nize, cuidei que ouvia; e tal naõ era.
Grutas, troncos, penhascos da espessura,
Se o meu bem, se a minha alma em vós se esconde,
Mostray, mostray-me a sua formozura.
Nem ao menos o ecco me responde!
Ah como he certa a minha desventura!
Nize? Nize? onde estás? aonde? aonde?
[361] One of Da Costa’s epicedios on the death of a friend commences
thus:--
Commigo fallas; eu te escuto; eu vejo,
Quanto a pezar de meu lethargo, e pejo,
Me intentas persuadir, ò sombra muda,
Que tudo ignora, quem te naõ estuda.
Há poucas horas, que hum activo alento
Te dirigia o ardente movimento;
E em breve instante (oh dor!) em breve instante
Se torna em luto o resplendor brilhante.
Arrebatado em vaõ te solicito
Por qualquer parte, que se estenda o grito:
E aos eccos, ao clamor, que aos troncos passa,
(Funestissimo avizo da desgraça)
Apenas falla, apenas me responde
O dezengano, que esta penha esconde; &c.
[362] _Tornou innocentes os genios; restituio ao mundo a justiça_, says
Da Costa, in allusion to the dreaded Pombal; for this minister’s rigid
system of judicial reform rendered him at first an object of terror.
Public-domain text, read in full here on John Shaqi.
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